
"Eles mandam,
Cumpram-se suas regras obscenas,
Que se fechem as cortinas para a cena,
Mais um clássico da vida,
Mais uma ironia que pela janela acena,
Morte ao infiel,
Queimem aquele que não segue o sistema,
Eles ordenam,
Você obedece cegamente,
Ninguém se lembra quando começou,
Mas sabe que não faz sentido,
Sabe que é um ser iludido,
Brincando de ser gente,
Se fazendo de humano inteligente,
Eles mandam,
E você consome,
Desaparece, e aparece com mais frustração,
Some com seu dinheiro,
E surge do nada com mais um talão,
Você nem se lembra mais,
Ninguém procurar saber,
Etiqueta, regras, taxas e papeis,
Multas e obrigações,
Quem disse que deve ser assim?
Quem disse que se pode controlar suas açoes?
Quem é aquele que diz,
Que a vida não lhe dá opções?
Quem lhe ensinou que se deve controlar minhas açoes?
De que adianta abrir os olhos e cruzar os braços,
Seres parados pelos corredores,
Com suas almas aos pedaços,
Retalhados pelos fatos,
Pelas ordens de um sistema falho,
Quem não socializa é aquele que é sozinho?
ou sozinho é aquele que já é socializado?
Veja, mais um focalizado na mentira da vida,
Uma figurinha repetida, colada em um banco da praça,
Mais um na rua de pirraça,
Agora palhaçada se vê em todo canto,
Besteira se escuta a todo momento,
E você agora me ordena ter respeito,
Se essa é sua realidade prefiro meu mundo de mentira,
Ele é igual ao seu, tem as mesmas leis da física,
Tem o livre arbítrio,
Livre dos impostos da hipocrisia,
Vamos gire a roleta,
me mostre de onde vem essa certeza,
Que prove que você é a realeza,
De que é dona da verdade, e manda na realidade,
E nessas palavras mais uma vez insisto,
Seguirei meu caminho,
Sem as faiscas dos grilhões em meus sonhos,
Viverei o que quero,
Lado a lado com os fatos aqui apresentados,
Não mudo minha opinião,
Não escutarei mais o seu sermão,
E no final voltarei para ver,
Quem é o senhor da razão,
Aquele que se apega em regras oferecidas pelo sistema?
ou alguém com esperança no coração...."
Jones francisco Caldeira de Souza
18/01/2011
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