"Tic, tac, tic, tac.
Adivinhe quem é?
Sou seu tempo sem vida,
Que rasga quem você é.
Tic, tac, tic, tac.
Adivinhe quem é?
O tempo corre em minhas veias,
Me fazendo lembrar quem ela é.
O que é o que é?
Tem uma mente brilhante mas sofrida ela é,
Com meu coração em suas mãos,
Ela faz comigo o que bem quer...
Pena, não percebe a musa que é,
Perigosa nunca se curva,
Maldita visão turva.
Joguei minha alma para o ar,
agora venha, me ensine a dançar,
Tic, tac, tic, tac.
O tempo passa arrastado,
E ainda pede mais tempo emprestado,
O tempo muda pessoas,
Muda nome de ruas,
Muda rotas de fugas,
Muda luas.
mas não muda seu jeito de ser.
Chega, não deixe ele te fazer sofrer.
Tic, tac, tic, tac,
Eu ando em câmera lenta,
Em uma velocidade insana,
Quem olha se espanta,
Até mesmo para mim que estou sem esperança,
Nem lembro que horas são...
Segundos contados,
Com precisão cirúrgica,
Tic, tac, tic, tac.
É o seu relógio contando,
Pois o meu tá parado,
Agonia da cobiça,
Sempre em lençóis rasgados.
Notas de efeito moral,
Palavras sem valor,
Que trocadilho sem cor,
Nem te deixa com calor,
Tô nem ai meu amor,
Tá na hora de me propor!
Tic, tac, tic, tac.
Esse é o meu problema,
Relógio atrasado sempre é um dilema,
Vou interpretar a morte nessa cena,
Nesse palco chamado amor...
Sempre guerreando contra mim mesmo,
Pra ter paz entre o pesadelo,
Loucura de um são,
Pregados pelo emprego,
Maldito seja o leigo,
Que escreveu essas palavras de desespero...
Tic.... tac... tic.... tac.....
Agora não sei o que faço,
Quanto tempo eu espero?
O ar ta se acabando,
Meu Deus não pode ser um engano!
Minha mente esta a mil,
Dividido por um fio,
Meu Deus o que faço?
torno o meu carrasco?
Ou eu morro calado?
Perante esse relógio parado?
Esperando mais uma semana se passando,
E nada de me jogar em seus braços...
Com você me sinto um semi-deus,
Mas na verdade sou um imoral,
Tic, tac, tic, tac,
Irracional...
Será que sou um afinal?
Acho que nada me resta além de esperar...
Tudo se acaba afinal...
Desigual, nunca compare seu jeito ilegal,
Passional, irregular, anti-social,
Lei marcial,
Espelho mentiroso,
Descomunal,
Solitário....
Não fatal...
Chegamos agora na reta final,
Um momento crucial...
Tic, tac, tic, tac,
Quando você se vai,
A solidão vem,
Quem duvida? quem aposta? quem vê?
Logo você que é uma flor que não é regada
Largada no deserto para sobreviver,
Sofro ao te ver sofrer,
Sofro por não te pertencer...
Será que o tempo vai me vencer?
Ou antes vou enlouquecer?
Tic, tac, tic, tac,
O tempo corre contra mim,
Sempre foi assim e sempre vai ser...
Comigo é assim, é pagando pra ver,
Aposto minha fichas, aposto minha vida,
Inclusive meus últimos momentos,
Só para poder te ver,
Esperando uma reviravolta no ultimo instante,
Constantemente corrigindo meu caminho,
Tentando conseguir uma perfeita sincronia,
Pois a cada momento penso que vou te perder,
É ai que vem a ironia,
Por que vejo toda minha vida
Em 60 batidas por minuto,
Bombeando você dentro de mim...
Mas tudo bem, por mais que pareça,
Meu relógio não parou,
Ainda não é o fim...
Jones Francisco Caldeira de Souza 28/11/2010
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