Poesia: Lagrimas no escuro

"Lágrimas no escuro

Vitimas de pequenos surtos,

Insulto teleguiado,

Aliviado do fruto falso,

Punido, silenciado,

Fadado por esse sentimento fechado,

Desqualificado por si mesmo.

Trocado, abandonado,

Apreciando a dor,

Sendo visto pelo olhar malvado

Cansado, Forçado, Enganado

Pagando pelo próprios erros cometidos,

Assistindo a reação dos próprios atos

Vivendo dopado pelos fatos apresentados,

Desiludido, afogado,

Afogado em seu próprio laço,

Não importa o que faço

Este é um destino traçado,

Sem poder resgatar o gasto,

Acusado, lamentado,

Vivendo sem fazer ideia do espaço,

Sem ter consciência do meu estado,

Sem se importar com o que falo,

Apenas quer, apenas faço,

Defende seus princípios com garras de aço,

Abraça as próprias mentiras,

Me chama de devasso,

Pervertido, assanhado,

Me acusa, me frustra,

Logo eu que possuo um ego rasgado,

Violentado por suas ideias,

Confundido, enganado.

Mas não serei mais um ser tapado,

Serei vingado pelo acaso,

Não será mais seu abraço,

A fonte da minha inspiração.

Procurarei outra paixão,

E viverei com os pés no chão,

E voltarei a ter razão,

Assim que acabar as lágrimas na escuridão."

Jones Francisco Caldeira de souza

21/10/09

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