Poesia: "Mente - demente"




"Seja bem vindo a minha mente,


Veja como sou surpreendente,


Logo você, que me
desprezava,

Me achava deprimente.


Você agora não passa de uma
inexistente,

Ajoelhe-se perante minha mente,


Renda-se, seu ser humano que mente,


Você nem imagina quanto tempo esperei,


Só pra te deixar frente a frente,


Não estou mais preso a você,


Agora posso voar livremente,


Vamos, rejeite o fato que se avista,


Agora quem é a mente demente?


Agora quem erra frequentemente?


Agora quem vive como um reagente?


Logo você que se dizia diferente,


Mas é igual as outras mentes,


Uma
mesmice de gente.

Que decepção...


E só mais um igual,


É só mais uma gente,


Mais uma que machuca, mais
uma que mente,

Mais uma que na multidão não se sente,


Apenas uma ilusão influente,


Apenas
mais um engano, nesse mar feito de gente"



Jones Francisco Caldeira de Souza
29 de setembro de 2009
Foto de: António Chagas.

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