(ê), s. m. 1. Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente.
2. Apreensão.
3. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável.
O medo às vezes faz a gente tomar as decisões erradas. Sempre temos medo de tudo! Medo de assumir quem somos, medo de assumir nossos gostos, medo de arriscar a felicidade. Medo de tentar vencer na vida, medo de ir atrás do nosso grande amor! Medo de dizer “eu te amo”! Medo de simplesmente falar ou aceitar o que se sente. Medo de olhar, medo de ouvir, medo de sentir, medo de chorar, medo de não ser o que as pessoas esperam. Medo de viver. E é claro, que aqui não entraram, a meu ver, as coisas realmente ruins. Essas com toda certeza as pessoas tem medo. Mas a fonte de tanto medo vem da mesma coisa. Do “não conhecer”. Porque temos medo da morte? Porque só vamos saber o que é morte, quando morrermos, e até hoje, não conheci uma pessoas sequer que voltou! E da vida? Pelo mesmo motivo. Só vamos saber o que é viver, quando morrermos e olharmos para trás e falarmos: “Isso que é viver? Se soubesse teria aproveitado mais se soubesse, teria arriscado mais.” Mas eu quero chegar nesse ponto e dizer: “isso que é viver? Legal, na próxima quero aproveitar mais ainda...” Ultimamente eu ando me perguntando o porquê que eu faço questão de ser feliz ultimamente. E eu pergunto de volta: “E porque não fazer questão de não ser?” Simplesmente eu sou assim, porque eu descobri que não posso deixar o medo me dominar e tomar conta da minha vida. Sentir medo? Claro que eu sinto! De tudo isso ai que foi escrito. Mas só serve de alavanca para eu sair correndo e me jogar em cima daquilo que eu quero fazer! “Arriscar sempre” farei disso a chave da minha felicidade! Sentir, chorar, temer, gritar, odiar, sair de si, ser o que quero ser sem se importar com o que os outros vão achar, tudo isso faz parte! Afinal, eu não saberia dizer o que é felicidade se pelo menos por um segundo eu não tivesse sido infeliz. Não é a toa que o caminho da felicidade está repleto de imperfeições, como qualquer outro. Você quer ser feliz? Caia, sofra, chore, odeie, grite, bata coma sua cabeça na parede, pise em cima de suas roupas e o que mais você quiser. E depois que você passar por tudo isso, só resta você se decidir se realmente quer ser feliz ou não. Nem que você tenha que abrir mão de algumas coisas. Afinal, um passo para trás, para mim só serve de impulso! E o medo? Por que existe?
Existe justamente para sabermos o que é coragem! Porque um não existe sem o outro. O medo existe para você arriscar! Acertar hoje, errar amanhã. E isso, faz de você e de mim um ser humano.
Então, antes de terminar, eu declaro a nós um brinde á vida, á morte, á coragem, ao azar e á sorte, mas principalmente ao medo e á infelicidade, porque sem eles, nunca saberíamos o que é a felicidade.
Jones Francisco Caldeira de Souza
22 de setembro de 2009

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