
“Seu corpo,
Em ti desenho o pecado.
Escrevo o mundo no seu corpo,
Com um toque divino,
Faço da pele o destino.
Sinto nas mãos este seu corpo,
Uma estátua ardente,
E a cada toque teu eu me torno mais seu,
Leva o meu corpo por um momento eterno,
Fazes-me a vida um adorável inferno.
Eu escondo um louco no meu corpo.
Um infinito prazer,
Por isso me faça o que você quiser fazer,
Só tenho tempo para o seu corpo,
Como uma sombra inquieta,
E nessa voz indiscreta,
Descubro que tenho um Diabo no meu Corpo
Nele se esconde um ser que me deixa louco,
Louco pelo seu corpo,
Mas não pense que é só nele que penso,
Pois você é um todo,
E quem se apega só no corpo é um tolo,
Pois você também tem rosto, olho, cabeça e pescoço,
Não se assuste com esse moço,
Pois esse meu sentimento é um alvoroço,
Sou um cachorro e não largo o osso.
Você utiliza do tato,
E gentilmente me obriga a fazer o que você quer,
E eu deixo você me judiar do jeito que você quiser,
Só você sabe que você é a minha vida,
Você é a minha bíblia!
Você é o puro pecado de plantão,
Que segura a minha mão,
E que me faz te amar sem fazer sermão.
Te amo sem ilusão,
Sussurre em meu ouvido,
Mas só diga o que me interessa.
Não sinto paz na solidão,
Mas vejo segurança em seu coração,
E um pedido te faço como uma oração:
“ame-me cada vez mais, pois te quero na minha mão”.
(“diabo no corpo” Jones Francisco Caldeira de Souza 16/11/10)
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